Há marcas que se reconhecem por um estilo. A Magis se reconhece por uma atitude: a disposição de experimentar, rever processos e transformar ideias precisas em objetos capazes de participar da vida cotidiana com naturalidade.
Fundada na Itália em 1976, a Magis Design construiu uma trajetória em que funcionalidade e expressão caminham juntas. Suas peças não existem apenas para cumprir uma função. Elas introduzem novas possibilidades de uso, matéria, movimento e presença, sem perder a clareza que permite ao bom design atravessar o tempo.
Magis Design: um laboratório de ideias desde 1976
A história da Magis começou em Motta di Livenza, na região italiana do Vêneto, a partir da visão do empreendedor Eugenio Perazza. Desde o início, a proposta foi aproximar a produção industrial da pesquisa criativa, explorando novas linguagens, tecnologias e materiais para alcançar algo além do habitual.
Essa intenção aparece no próprio nome da marca. Em latim, magis significa “mais”. Mais não como excesso, mas como impulso para ir adiante: investigar um material com maior profundidade, encontrar uma solução construtiva mais inteligente ou propor uma forma que mude a relação entre pessoa, objeto e espaço.
Ao longo das décadas, a empresa se consolidou como um laboratório de design para interiores, áreas externas, escritórios e projetos de uso coletivo. A escala industrial, nesse contexto, não limita a criação. Ela se torna parte do raciocínio do projeto e ajuda a tornar ideias inovadoras possíveis, reproduzíveis e duradouras.
Funcionalidade sem abrir mão da expressão
Um dos aspectos mais interessantes da Magis está no equilíbrio entre precisão e liberdade. Há sempre uma função clara, mas raramente uma resposta óbvia. Uma cadeira pode revelar a lógica de sua estrutura, uma poltrona pode convidar a uma nova postura e um objeto infantil pode ocupar a casa como uma pequena escultura.
É justamente nesse ponto que a funcionalidade encontra a poesia. Ela aparece em uma curva inesperada, na leveza visual de uma peça resistente, na sensação de movimento ou na maneira como um objeto desperta curiosidade antes mesmo de ser usado.
A Magis não trata a beleza como uma camada acrescentada ao final. Forma, técnica e uso nascem do mesmo pensamento. O resultado são peças de personalidade marcante que, ainda assim, convivem com diferentes arquiteturas e permanecem abertas às escolhas de quem habita o espaço.
Grandes designers, diferentes maneiras de imaginar o cotidiano
A identidade da Magis também foi construída pelo diálogo com designers de repertórios muito distintos. Jasper Morrison, Konstantin Grcic, Ronan e Erwan Bouroullec, Thomas Heatherwick, Naoto Fukasawa, Marc Newson, Alessandro Mendini e Eero Aarnio estão entre os nomes que colaboraram com a marca.
Em vez de impor uma única assinatura estética, a Magis cria condições para que cada autor explore uma ideia com profundidade. Essa abertura explica a diversidade de sua coleção: peças essenciais convivem com objetos lúdicos, geometrias rigorosas aparecem ao lado de volumes generosos e referências históricas ganham novas leituras por meio da tecnologia.
O que conecta criações tão diferentes é a capacidade de propor algo relevante para a vida real. São objetos pensados para serem usados, tocados, deslocados e incorporados ao cotidiano, sem que a força autoral desapareça.
Peças da Magis que transformam matéria em experiência
Alguns produtos ajudam a compreender como essa filosofia assume formas distintas. A poltrona Magis Proust, de Alessandro Mendini, transporta para o polietileno moldado a exuberância de uma peça emblemática criada originalmente em 1978. O encontro entre uma referência ornamental e um processo industrial contemporâneo produz uma presença ao mesmo tempo histórica, irreverente e atual.

A Spun, de Thomas Heatherwick, altera a maneira convencional de sentar. Sua forma rotacional transforma o apoio em movimento e aproxima mobiliário, brincadeira e experiência corporal. A peça mostra como uma ideia formal simples pode modificar completamente o uso de um objeto conhecido.

Já o Puppy, criado por Eero Aarnio para a coleção Me Too, parte da figura abstrata de um cachorro. É assento, brinquedo e objeto decorativo. Sua leitura imediata e seu desenho sintético permitem que ele dialogue tanto com o universo infantil quanto com ambientes adultos que acolhem humor e espontaneidade.

Em registros mais contidos, a cadeira Plato, de Jasper Morrison, busca o essencial por meio de uma estrutura leve e versátil. A Bell Chair, de Konstantin Grcic, evidencia outra frente importante da marca: pensar o uso responsável dos materiais já na concepção do produto.
Inovação que começa no processo
Na Magis, inovar não significa apenas criar uma aparência nova. Muitas de suas peças surgem do desenvolvimento de processos produtivos, do aperfeiçoamento de moldagens e da investigação sobre o comportamento de metais, polímeros, madeira e outros materiais.
Essa pesquisa permite alcançar resistência com menos peso, unir componentes de modos inesperados e criar objetos que conciliam desempenho técnico e clareza formal. Em vez de esconder a inteligência construtiva, diversos projetos deixam que ela participe da linguagem da peça.
A atenção à durabilidade também amplia o sentido de funcionalidade. Um objeto bem resolvido não serve apenas ao uso imediato: ele preserva sua relevância, acompanha mudanças de ambiente e evita depender de tendências passageiras. É uma visão de design contemporâneo em que inovação, qualidade e permanência fazem parte da mesma conversa.
Como levar a Magis para uma casa contemporânea
As peças da marca podem assumir papéis diferentes em um projeto. Em ambientes de linguagem mais neutra, um desenho expressivo cria um ponto de interesse sem exigir muitos elementos ao redor. Em composições mais ecléticas, uma peça da Magis pode estabelecer contraste entre épocas, materiais e escalas.
O primeiro passo é considerar a relação entre uso e presença. A peça precisa responder à rotina do ambiente, mas também pode introduzir cor, movimento ou uma nova textura. Em uma sala, uma poltrona escultórica organiza a conversa entre os móveis. Na área externa, formas resistentes e bem definidas ajudam a integrar arquitetura e paisagismo. Em espaços de passagem, um objeto lúdico pode mudar a atmosfera com um único gesto.
Mais do que combinar tudo, vale construir relações. A simplicidade de uma cadeira pode equilibrar uma mesa de materialidade intensa. Uma peça de cor aberta pode criar ritmo em uma arquitetura sóbria. Um desenho conhecido pode aparecer de forma inesperada e tornar o espaço mais pessoal.
A curadoria da Magis na Firma Casa
A presença da Magis na Firma Casa se conecta a uma curadoria interessada em autoria, experimentação e peças capazes de permanecer relevantes. A coleção reúne diferentes escalas e maneiras de habitar, de cadeiras e poltronas a sofás e objetos que circulam entre o design e a brincadeira.
Conhecer a seleção da Magis Design na Firma Casa é também perceber como o design italiano contemporâneo pode ser rigoroso e, ao mesmo tempo, aberto à surpresa. Funcionalidade e poesia não aparecem como forças opostas, mas como qualidades que se completam e dão sentido ao objeto dentro da casa.
Para conhecer melhor a Magis Design
O que é a Magis Design?
A Magis é uma marca italiana de design fundada em 1976. Sua produção reúne mobiliário e objetos para casas, áreas externas, escritórios e espaços coletivos, com foco em experimentação, tecnologia e qualidade industrial.
O que significa o nome Magis?
Magis é uma palavra latina que significa “mais”. Para a marca, o nome representa o desejo de ir além do convencional por meio de novos materiais, processos e linguagens.
Quais designers já colaboraram com a Magis?
Entre os colaboradores da marca estão Jasper Morrison, Konstantin Grcic, Ronan e Erwan Bouroullec, Thomas Heatherwick, Naoto Fukasawa, Marc Newson, Alessandro Mendini e Eero Aarnio.
Onde encontrar produtos da Magis no Brasil?
A Firma Casa reúne uma curadoria de produtos da Magis Design, com peças para interiores e áreas externas assinadas por diferentes nomes do design internacional.



