Firma Casa Paper 5ª ed. – Perspectivas Particulares / Fora de Casa

23 de abril, 2026

Mapa de olhares

Convidamos personalidades para compartilhar destinos, exposições, projetos e nomes para ficar de olho em 2026. Um roteiro de referências que atravessa cultura, arte e design, com indicações a partir da perspectiva particular de cada um.

 

/ Uma exposição imperdível

Waldick Jatobá  Curador e designer

“Para quem vai estar na Europa em junho, mais precisamente na Dinamarca, vale a pena conferir a instalação do artista contemporâneo James Turrell. Ele inaugura sua maior instalação no ARoS Aarhus Art Museum, em Aarhus. Turrell é considerado um ícone por trabalhar com luz e espaço, tratando-os como materiais escultóricos. Dessa forma, ele cria uma experiência visual. O ato de olhar é a obra de arte em si!”

As Seen Below – The Dome. Abertura em 19 de junho.

 

/ Um vintage em Nova York

Ucha Meirelles  Consultora de estilo

“A experiência na Desert Vintage, em Chinatown, começa antes das roupas: o design de interiores do espaço, etéreo e sereno, tem uma atmosfera de refúgio, pequeno e cool. Uma espécie de galeria para verdadeiros tesouros vintage. Fundada em 1974 no Arizona, ganhou uma segunda loja em Nova York em 2012, com uma seleção de peças básicas, mas luxuosas, especialmente dos anos 60 aos 90 e em tons neutros. Pense em achados da Lanvin, Saint Laurent, Claude Montana e Issey Miyake.”

34 Orchard Street, Nova York.

 

/ Um destino para 2026

Stella Sunaga  Diretora de estilo da NK

“Gostaria muito de conhecer Lima, no Peru. Muito por conta da cena cultural e histórica e, principalmente, gastronômica. Lá, eles têm alguns dos melhores restaurantes do planeta e, por ser um país da América Latina, com tanta riqueza quanto o Brasil, me dá ainda mais vontade. E não só Lima, mas também outras cidades com esse histórico nas construções e na cultura. Trabalho com moda e me interessa essa ideia de alquimia, tanto de sabores quanto de perfumes, e acho que o Peru tem muito disso. E, se fosse para escolher outro lugar, eu escolheria o Brasil. Temos uma riqueza enorme e muitos tesouros escondidos, fora do óbvio, que valem ser explorados.”

 

/ Um projeto arquitetônico para ver de perto

Amanda Ferber  Arquiteta

“Se eu pudesse escolher uma arquitetura que ainda sonho em visitar, seria a Why Chuzhi House, na Índia, projetada por Vinu Daniel, fundador do Wallmakers. Talvez seja um sonho difícil, já que é uma residência privada. Ainda assim, é um projeto que eu adoraria ver de perto. O terreno já era um desafio enorme, uma encosta rochosa muito íngreme, considerada quase inviável para construir. E é justamente esse tipo de complexidade que me intriga. A casa se organiza em forma espiralada, que dá origem ao nome ‘Chuzhi’, espiral. Daniel desenvolveu uma técnica que combina terra com o descarte de mais de quatro mil garrafas plásticas, transformando resíduo em estrutura. A relação com a luz natural, a vegetação e o terreno reforça como sustentabilidade e beleza podem caminhar juntas.”

 

/ Um artista para acompanhar e um nome para ficar de olho

Alexandre Salles  Coordenador da pós-graduação de Design de Interiores Contemporâneo e One Year – Design de Mobiliário

“Gostaria de conhecer a obra de Theaster Gates, especialmente seus projetos que articulam arte, arquitetura e regeneração urbana. A maneira como ele transforma espaço em narrativa social me interessa profundamente. Como “the one to watch”, em 2026, indico Ini Archibong – autor da mesa na foto ao lado –, cuja produção atravessa design, arte e ancestralidade com uma linguagem sofisticada e contemporânea. E destaco também a catarinense Manu Pagliosa, ex-aluna do IED do curso One Year Design de Mobiliário, selecionada para o Salone Satellite 2026, com peças em aço inox que investigam a intersecção entre mobiliário e joalheria.”

 

/ Uma cidade para buscar referências

Luciano Dalla Marta  Arquiteto

“Eu buscaria Helsinque, na Finlândia. Tenho muito interesse em aprofundar meu olhar sobre a obra de Alvar Aalto, um dos grandes nomes do modernismo, cuja arquitetura sempre me chamou atenção por combinar racionalidade e sensibilidade. A interpretação finlandesa do modernismo é muito particular. Em vez de um discurso mais rígido ou industrial, incorpora materiais naturais, luz difusa e uma relação delicada com a paisagem. Como arquiteto, também me interessa o fato de a obra de Aalto se estender ao design de mobiliário. Muitas peças que ele desenhou nos anos 1930, como bancos e cadeiras de madeira curvada, continuam sendo produzidas até hoje e permanecem incrivelmente contemporâneas. Seria uma oportunidade de ver como arquitetura, design e cultura se integram de forma tão coerente no cotidiano finlandês.”

 

/ Um refúgio para renovar as energias

Marina Linhares  Arquiteta e Designer

“Um dos destinos dos meus sonhos é o Butão, especialmente nos vales montanhosos que abrigam templos budistas antigos. Eu adoraria caminhar entre monges, ouvindo o silêncio, em conexão total com a natureza, bem no coração do Himalaia. É o tipo de viagem que não busca apenas paisagens bonitas.”

 

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