Edra no Brasil na Firma Casa: história, design e presença da marca no país
A história da Edra no Brasil passa pela trajetória da Firma Casa e pelo olhar de sua fundadora, Sonia Diniz Bernardini. Ainda no fim dos anos 1990, Sonia já identificava na marca italiana uma qualidade rara: a coragem de apostar no novo, no inesperado e em um design que fugia das fórmulas mais previsíveis da indústria.
Foi nesse contexto, em 1998, que a Firma Casa se aproximou da Edra, no momento em que Fernando e Humberto Campana lançavam a icônica poltrona Vermelha. “Nós já acompanhávamos esse movimento de perto”, lembra Sonia.
A partir dali, a Firma Casa passou a representar a Edra no Brasil e trouxe ao público brasileiro uma sequência de lançamentos que consolidou a afinidade entre a marca, os Campana e a curadoria da loja. Assim, a presença da Edra no país passou a se ligar diretamente à história da Firma Casa.
Vermelha e o encontro entre Edra, Irmãos Campana e Firma Casa
A poltrona Vermelha ajuda a explicar por que a Edra ocupa um lugar tão singular no design. Para Sonia, a peça é “quase um antidesign”. Em vez de nascer de um processo automatizado, ela é feita manualmente, assume a complexidade do fazer e transforma o gesto artesanal em linguagem.

É aí que a história da peça ganha ainda mais força. Sonia revela que a Edra chegou a dedicar um funcionário exclusivo para a execução da Vermelha: “sobre a estrutura metálica, ele entrelaçava à mão 500 metros de corda. É um trabalho minucioso realizado até hoje, razão pela qual uma poltrona nunca é exatamente igual à outra”.
Esse detalhe diz muito sobre a Edra. Em vez de seguir o caminho mais previsível da produção industrial, a marca aceitou entrar, como a própria Sonia diz, nessa “ousadia” dos Campana: uma criação manual, trabalhosa e radicalmente autoral. Para conhecer melhor a peça, vale visitar a página oficial da poltrona Vermelha na Edra.
Massimo Morozzi e a vocação experimental da Edra
Nesse encontro entre a Edra e os Campana, Massimo Morozzi teve papel decisivo. Diretor artístico da marca por muitos anos, ele reconheceu cedo a força da linguagem dos designers brasileiros e ajudou a construir essa sintonia. Sonia o descreve como uma figura fundamental, capaz de criar afinidade com os Campana e estimular sua criatividade em direção a produtos inéditos e inusitados.
Morozzi representava um modo muito particular de pensar o design. Inquieto, inventivo e aberto ao inesperado, ajudou a consolidar a Edra como referência para quem enxerga no mobiliário não apenas função, mas também expressão, matéria e imaginação.
Edra no Brasil e a relação histórica com a Firma Casa
Sediada na região de Livorno, na Toscana, e ligada à família Mazzei, a Edra construiu ao longo do tempo uma identidade muito própria. Seus lançamentos, seus estandes em feiras e sua forma de apresentar o design sempre chamaram atenção pela força autoral e pelo impacto visual. Sonia via nisso um sinal claro de afinidade: “a Edra não parecia interessada em seguir caminhos previsíveis”.
Era justamente esse perfil que interessava à Firma Casa desde o início. Não se tratava apenas de trazer mobiliário italiano para o Brasil, mas de aproximar o público de uma marca com coragem estética, repertório forte e vocação para lançar peças fora do comum.
Ao longo dos anos, essa relação foi além da Vermelha. Vieram também outras criações dos Campana para a Edra, como os espelhos Jubilé e Miraggio, o sofá Cipria e as poltronas Corallo e Favela. Em Cipria, matéria e textura são protagonistas. Sua superfície convida ao toque e transforma o volume em experiência sensorial.

Além de peças assinadas pelos irmãos, há outros nomes centrais do universo da marca, como Francesco Binfaré e o próprio Morozzi, que mostra que a ligação entre Edra e Firma Casa nunca foi ocasional. Ao contrário, consolidou-se como uma relação de confiança, construída em torno de uma visão compartilhada sobre o design.
Por que a história da Edra no Brasil passa pela Firma Casa
A trajetória da Edra no Brasil também revela muito do olhar curatorial da Firma Casa. Essa relação ajuda a entender como a marca italiana construiu sua presença no país a partir de afinidade estética, confiança e continuidade.
Para ampliar esse percurso, vale visitar também a página da 2ª Mostra Paralela de Design / Edra, conhecer a parceria entre Irmãos Campana e Firma Casa e explorar outras peças da marca, como o sofá Standard, o On the Rocks e o Grande Soffice.
Para entender melhor a presença da Edra no Brasil
Qual é a relação entre a Edra e a Firma Casa no Brasil?
A história da Edra no Brasil se conecta à trajetória da Firma Casa, que aproximou o público brasileiro da marca italiana a partir de uma curadoria alinhada ao design autoral e experimental.
Desde quando a Firma Casa trabalha com a Edra no Brasil?
A aproximação entre a Firma Casa e a Edra aconteceu no fim dos anos 1990. Em 1998, essa relação ganhou força no contexto do lançamento da poltrona Vermelha, dos Irmãos Campana.
Quais criações ajudaram a marcar a presença da Edra no Brasil?
Entre as peças mais emblemáticas dessa trajetória estão a poltrona Vermelha, os espelhos Jubilé e Miraggio, a poltrona Corallo e outras criações ligadas ao universo da marca.
Por que a presença da Edra no Brasil passa pela Firma Casa?
Porque essa relação foi construída ao longo do tempo, com afinidade estética, continuidade e confiança, ajudando a consolidar a presença da Edra no país por meio do olhar curatorial da Firma Casa.




